AAFIT ALERTA: cuidado com o golpe da falsa empresa jurídica

Atenção, associados da AAFIT! Um golpe de estelionato, muito antigo, mas até hoje eficaz, continua a prejudicar pessoas desavisadas. Conforme relato da Associação dos Servidores Inativos e Pensionistas do Senado Federal (Assisefe), um de associados da entidade quase foi vítima de golpistas. Ele recebeu, via Correios, uma carta de uma advogada, identificada como Stella Bueno, informando que ele teria direito a receber um valor de R$ 65.710,00, mas, para isso, precisaria depositar R$ 6.938,90 antecipadamente.

Na carta, a advogada, que se identifica como proprietária da empresa Bueno Assessoria Jurídica, afirma que o destinatário ganhou uma ação cível ip coletiva, movida contra a caixa de pecúlio e pensões do fundo de reserva técnica “à decisão proferida nos autos”.

A carta era direcionada especialmente para aposentados e pensionistas e não oferecia informações substanciais, como o número do processo, número da OAB da advogada, CNPJ do escritório, entre outras. No texto, também era solicitado que o depósito fosse feito em até cinco dias úteis.

Por sorte, o associado desconfiou e apresentou a carta à Assisefe, que confirmou imediatamente que se tratava de mais uma tentativa de golpe. Ele escapou de um prejuízo e de muita dor de cabeça. Por isso, a AAFIT alerta a ter muito cuidado para não ser mais uma vítima dessa fraude.

Especialistas em combate a fraudes também apontam o avanço desse tipo de crime, que, cíclico, novamente está no encalço do cidadão menos atento ou sem informações sobre como se prevenir.

Para evitar que você caia nesse golpe, alguns cuidados devem ser tomados. O juiz Ronnie Herbert Barros Soares, titular da 4ª Vara Cível do Fórum João Mendes, destaca alguns. “Primeiramente, se a pessoa não tem ação, não tem nada para receber – se tem, é representada por um advogado e deve se informar com ele, e não ligar para quaisquer telefones indicados. Em segundo lugar, o tribunal não emite cartas, não faz telefonemas, muito menos solicita depósitos diretamente à parte”, salientou o juiz.

De acordo com Soares, as ligações são desviadas, não raro, para telefones em outros Estados – às vezes, até para presídios. E o dinheiro acaba destinado à conta de “laranjas”.

Soares alerta ainda para a necessidade de, uma vez falsamente notificado e desconfiado de golpe, o cidadão deve comunicar o fato à polícia. “Com o avanço cada vez maior da internet e dos sistemas de telefonia móvel, a vulnerabilidade à ação desses golpistas tende, de fato, a aumentar. Por isso que a polícia precisa ser informada a cada vez."

Com informações da Assisefe e do UOL Notícias